Nutrição enteral e parenteral qual a melhor opção

Nutrição enteral e parenteral: qual a melhor opção?

Conheça as vantagens da nutrição enteral sobre a parenteral


Todo paciente hospitalizado tem dificuldade para manter-se bem nutrido. Só para que se tenha uma ideia, 30% ficam desnutridos já nas primeiras 48 horas de internação, segundo a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral.

Justamente por isso muitas vezes é necessário fazer uso de terapias nutricionais, sejam elas administradas pela boca, sejam elas por sonda nasal, sejam elas por uma cânula que leva o alimento diretamente ao aparelho digestório ou, quando o alimento não pode passar por ele, através de catéteres que levam o alimento à corrente sanguínea. Nesse caso, como não passam pelo sistema digestório, os nutrientes já estão prontos para serem absorvidos pelo corpo.

Cada tipo de terapia nutricional tem as suas indicações, vantagens e desvantagens. Só a equipe médica é que poderá dizer qual é a mais indicada para cada caso. Mas como regra geral, os especialistas costumam dizer: “se o estômago funciona, use-o”. Por isso, a nutrição enteral, ou seja, aquela em que o alimento é dirigido ao sistema digestório por meio de uma cânula é o primeiro motivo pelo qual ela costuma ter a preferência dos médicos. Em outras palavras, os alimentos são administrados em forma líquida a fim de fornecerem todos os nutrientes que a pessoa obteria se fosse consumir comida pelo modo convencional – pela boca.

Ela é a mais parecida com a nutrição convencional, feita pela boca.

Conheça outras vantagens:

1. Menos complicações

Vários estudos mostraram quer pessoas alimentadas por via enteral têm menos complicações quando comparadas a quem recebe nutrientes via parenteral – 39% contra 59% de chances, respectivamente. Outras evidências comprovam que há apenas 17% de chances de a nutrição enteral causar alguma complicação por infecção generalizada, enquanto a nutrição parenteral eleva o risco para 44%.

2. Mais barata

Estimativas apontam que a nutrição enteral é de 4 a 10 vezes mais barata que a parenteral.

3. Melhora a função da barreira da mucosa intestinal

O trato gastrointestinal não serve apenas como porta de entrada para o nutrientes nem apenas para quebrá-los em pedaços que podem ser absorvidos pelo corpo, mas também como uma barreira para vírus, bactérias e toxinas.

Várias evidências coletadas de estudos feitos com animais e com humanos apontam que a nutrição parenteral causa efeitos adversos à mucosa do trato intestinal.

4. Risco de lesões

Comparado à nutrição enteral, a parenteral apresenta mais risco de causar danos à pele e a veias.


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