Por Robert Preidt
A pandemia está transformando o que deveria ser uma época alegre para mulheres grávidas em uma experiência cheia de estresse. Porque? O medo de que seus bebês contraiam COVID-19 é um dos principais motivos pelos quais os níveis de ansiedade estão subindo, descobriu uma nova pesquisa. Pesquisadores da Washington State University analisaram as respostas de mais de 160 mulheres grávidas e puérperas (aquelas que deram à luz recentemente) de 28 de abril a 30 de junho de 2020.
Os resultados mostraram que 52% das mulheres grávidas e 49% das puérperas preocupadas com o fato de seus bebês contrairem COVID-19, e 46% buscaram informações adicionais sobre os protocolos COVID-19 no hospital onde planejavam dar à luz, ou haviam dado à luz, seus bebês. A pesquisa também revelou muitas outras preocupações sérias.
Por exemplo, uma mulher disse que sua principal preocupação era contrair COVID-19 e morrer. Outros se preocuparam em contrair o coronavírus no hospital durante o parto ou que as políticas do COVID-19 os forçariam a isolar seus recém-nascidos ou manter seus parceiros fora da sala de parto. “As mulheres grávidas estão realmente estressadas com a contratação de COVID-19”, disse a autora do estudo, Celestina Barbosa-Leiker, vice-reitora de pesquisas da WSU Health Sciences.
“Eles têm muitas perguntas para seus profissionais de saúde. Há muitas perguntas que ainda não sabemos, o que é compreensível, mas é especialmente estressante para as mães”, acrescentou ela em um comunicado à imprensa da universidade. Os hospitais tinham políticas variadas no início das medidas de permanência em casa, mas a recomendação atual é manter bebês e mães juntos, observaram os pesquisadores. A pesquisa também descobriu que 27% das mulheres grávidas disseram que não conseguiam obter alimentos saudáveis e 25% faltaram às consultas pré-natais. As preocupações financeiras também foram um problema significativo. Cerca de 1 em cada 5 entrevistados disseram que sua renda foi reduzida, 9% disseram que foram demitidos e 10% disseram que alguém em sua casa perdeu o emprego.
A pesquisa também descobriu que as mulheres grávidas pareciam estar mais estressadas do que as mulheres no pós-parto, pois eram menos propensas a adotar comportamentos saudáveis de enfrentamento do estresse, como exercícios, interromper as notícias e encontrar tempo para relaxar, de acordo com o estudo publicado recentemente na revista BMC Pregnancy and Childbirth. “Sabemos que o estresse pré-natal afeta o desenvolvimento fetal, então essas são realmente grandes preocupações”, observou Barbosa-Leiker. Os resultados destacam a necessidade de mais recursos e apoio para mulheres grávidas, especialmente durante a pandemia.
“Os profissionais de saúde devem continuar a conversar com as mães sobre todos os seus estressores, pois sua saúde mental e bem-estar emocional são fundamentais durante esse período”, disse Barbosa-Leiker. “Os provedores podem manter os recursos disponíveis. Por exemplo, se eles descobrirem que há perda de emprego na família, eles podem encaminhá-los rapidamente para serviços complementares.”
Mais Informações Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA têm mais informações sobre gravidez e COVID-19. FONTE: Washington State University, comunicado à imprensa, 17 de março de 2021x’




